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Vai de ebook ou de 'book'?

Outro dia uma pessoa me enviou uma mensagem perguntando se encontraria meus livros em livrarias físicas, pois queria lê-los mas não tinha o hábito de ler ebooks. Isso me fez recordar como há uns 3 anos eu também não lia ebooks. Na verdade, eu chegava a abominá-los. Hoje, minha perspectiva é totalmente diferente, não só porque eu publico somente em ebooks, mas também porque eu leio livros, quase só, em formato digital. A experiência de ler em ebook me fez tomar consciência de muita coisa, a primeira delas foi que minha vista estava ruim, pois como o ebook permite escolher o tamanho da letra eu percebi que podia ler muito melhor nesse formato, o que fez com que eu me sentisse como o personagem Miguilim quando usa o óculos pela primeira vez. Com o passar dos dias, fui percebendo também que não precisava mais desembolsar um monte de dinheiro para ler os livros que eu queria. O ebook é um produto barato! Por R$5 você consegue ler um livro que na livraria pagaria R$20, ou mais. Isso sem falar…
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Free download até o dia 09/10/2017

Pessoas, promoção para o final de semana. Até segunda, vocês podem fazer download gratuito do meu último livro.
Link para download:
https://www.amazon.com.br/dp/B07468JPRB/

Quando a manhã nasce

O que importa quando a manhã nasce? Frida Khalo, em seus Diários, diria que é a não ilusão. Mas como manter a fagulha crepitando sem um tiquinho que seja de ilusão? De uma ilusão a outra, quando a manhã nasce o céu segue atravessando todos os tons da luz, e eu – que sempre tive o hábito de levantar ainda no escuro – fico aqui no meu canto testemunhando a cada minuto a chegada do azul. E  há manhãs em que o azul é tanto que chega a doer dentro de mim. É o cheiro da flor de lavanda que fica mais intenso quando o sol aparece e evapora o orvalho que insistiu em amanhecer, é a sabiá-laranjeira que faz chegar até mim a sua excitação misturada com  melancolia, é o ruído – bem longe – de um carro, é um cão que late para o nada, é o gosto amargo do café, é uma lembrança e uma expectativa, tudo isso uma manhã me traz. No entanto, na semana passada, além destes elementos e sensações tão familiares, a manhã me trouxe algo inesperado, me trouxe o passado, um passado inacabado. Tudo poderia ter corrido…

Lesbiar

É do conhecimento popular que as mulheres eram completamente desprestigiadas na Grécia Antiga, porém não é do conhecimento popular que algumas cidades-estado gregas tinham a mulher em um alto nível dentro da sociedade. Entre tais lugares, figurava a ilha de Lesbos. Portanto, uma figura mítica como Sapho só poderia ter surgido em tal ambiente social. O que se sabe da vida de Sapho é quase nada, tudo o que se propaga é uma miríade de sonhos, mentiras e desinformação. Sapho viveu no período arcaico da Grécia, isso a coloca entre 500-600 A.C, ou seja, um período muito antigo, o que cria uma série de dificuldades para os historiadores falarem com propriedade sobre ele, afinal as testemunhas desse tempo já não existem mais, os documentos de tal período há muito se perderam. As informações que chegaram até os dias atuais, nos foram dadas por figuras como Platão, o qual a tinha em altíssima conta, colocando-a no mesmo patamar da musas. Portanto, talvez a melhor maneira de saber mais sobre ela e…

Sobre tomates e livros

Aqui em casa tem alguns pés de tomate, eu comprei três saquinhos de semente e nós acabamos plantando só um, já que eram muitas sementinhas. Primeiro, usamos uma bacia como sementeira, quando eles ficaram maiorzinhos passamos para o chão, e entre uma rega, a chuva (que por aqui é constante), nossos cuidados e afeto, os tomatinhos cresceram e agora estão só esperando a mudança do verde para o vermelho. Muitas coisas que acontecem no dia a dia puxam os fios das minhas memórias, e eu acabo sempre fazendo um link entre elas e o presente. Os tomatinhos são o caso mais recente. Quando eu era uma pessoa pequena (como dizem os esquimós), na minha casa sempre tinha muitos cachorros, gatos, pássaros e plantas. De maneira que o cuidado com todos esses seres e a troca de energia com eles sempre foram de vital importância para mim. Colocar uma sementinha no algodão, vê-la crescer, transplantá-la, dar carinho para que se transformasse num ser exuberante; ou cuidar de um cachorrinho achado na rua at…

Sobre o ofício de escrever em terras papagalis

Quando  Caio Fernando Abreu escreveu o livro Os Dragões não conhecem o paraíso, uma jornalista perguntou a ele o que significava o título.
Caio F. explicou que era uma homenagem a escritores e escritoras que, assim como os dragões, são – nesse nosso Brasil, sempre com um pé no primeiro mundo e dois no terceiro – figuras míticas, que vivem catando serviço aqui e ali para poderem continuar escrevendo. O paraíso seria o mercado – esta entidade amorfa e sinistríssima –, do qual os dragões não fazem parte.
Vida de escritor profissional – entenda-se aqui aquela pessoa que se considera escritor e se esforça no sentido de ser um – não é fácil, a gente pega freela daqui, freela dali, pra cobrir o dia a dia e continuar escrevendo. É revisão, é tradução é tudo e tal e que tal. O leitor deve estar pensando por que, então? Porque tem um chamado que vem não sei de onde, talvez do cosmos, de outras linhas da vida, de outros sóis, do karma, que tem de ser atendido, e caso não seja corre-se o risco da al…

Estranho é o amor quando já não está

O livro Estranho é o amor quando não está  foi escrito para ser publicado em capítulos semanais no clube de literatura lésbica Wonderclub. O primeiro capítulo fazia parte de um conto que eu havia escrito e que entraria no meu livro Quase Nada. Porém, como em literatura tudo é dinâmico e imprevisível, resolvi não colocá-lo no livro de contos , mas usá-lo para dar início à história que viria a se tornar o livro Estranho é o amor.....
Este livro é uma quase-memória, e, em geral,  a nossa memória trabalha como uma peneira de malha fina que deixa passar as coisas boas que vivemos e retem as que nos magoaram, no entanto, ao escrever este livro, procurei não usar nenhum tipo de peneira. Deixei que ele se tornasse o que veio a ser, uma confissão de estados emocionais que deveriam ser curados. E mais uma vez, a literatura cumpriu seu papel como um agente de cura.

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